
O problema é que os firewalls restringem acesso
às portas específicas, mas essas portas estão abertas para que
qualquer pessoa com má intenção possa usá-las para fazer
ataques. Então a segurança de rede não é suficiente. O Gartner
afirma que 75% dos problemas com hackers acontece na camada de
aplicação.

“As medidas de segurança falham em
proteger contra ataques comuns e mais conhecidos ... um
ataque de injeção de SQL, foi capaz de conseguir os números
de cartões de crédito armazenados nos bancos de dados da
Guess.” – Federal Trade Commission
Na ânsia de disponibilizar os sistemas, os
desenvolvedores têm mais interesse em colocar páginas com visual
melhor, mais rápidas para visualizar e dão pouca atenção à
segurança. Esses códigos mal escritos, documentação dentro do
aplicativo, formulários que permitem acesso direto ao banco de
dados e muitas outras brechas permitem o ataque de hackers.
O OWASP, organismo que busca criar um padrão para
o desenvolvimento seguro de aplicações lista as dez mais
críticas falhas nas aplicações (não estou entrando em detalhes
agora sobre cada um desses problemas):
-
Cross Site Scripting (XSS)
-
Injection flaws
-
Malicious File Execution
-
Insecure Direct Object Reference
-
Cross Site Request Forgery (CSRF)
-
Information Leakege and Improper Error
Handling
-
Broken Authentication and Session
Management
-
Insecure Cryptographic Storage
-
Insecure Communications
-
Failure to Restrict URL Access
Essas falhas permitem que os hackers acessem
fácilmente o site de qualquer empresa que não esteja de olho na
segurança. Os ataques fazem com que as empresas que falham nesse
controle tenham informações de seus clientes disponibilizadas na
internet e essas informações sigilosas, quando descobertas,
trazem grandes prejuízos à imagem dessas empresas. E pode levar
muito tempo, muito dinheiro pode ser perdido até que essa imagem
seja restaurada.

Unibanco tem brecha em sistema de comprovantes de transações
online de outros correntistas
(http://idgnow.uol.com.br/seguranca/2007/01/29/idgnoticia.2007-01-29.8751247129)
“O sistema de verificação de comprovantes
de pagamento no Internet Banking do Unibanco apresentou uma
brecha crítica, que permitia a verificação de
algumas transações financeiras de correntistas na internet.
Conforme alertou o perito Paulo Cesar
Breim, da empresa SVLabs, nesta segunda-feira (29/01), ao
acessar a página do serviço e clicar no botão ‘Comprovante’,
bastava que o internauta deixasse o campo de valor zerado e
modificasse o último número do documento para acessar
comprovantes de transações com dados de outros correntistas,
exceto as senhas.”
Em 9 de janeiro de 2000, a Diretoria da empresa
CD Universe, varejista de CD´s pela Internet, muito conhecida
nos EUA, recebeu um e-mail de um certo Maxus, dizendo que havia
roubado o cadastro de Cartões de Crédito da empresa, com mais de
300 mil nomes.
O cadastro incluía o nome do cliente, numero do
cartão, data de validade, endereço e outros dados confidenciais.
Como prova desse roubo, divulgava em um site na Internet, 25 mil
cartões utilizáveis.
Exigia certa quantia em dinheiro para não
divulgar os outros quase 300 mil cartões. A empresa chamou o
FBI, para constatar que o hacker se encontrava na Rússia, ao
abrigo das leis americanas contra hacker e fraude e que nada
poderia ser feito.
Foi um ataque nas Portas Públicas (Portas 80 e
443) e aparentemente o mecanismo usado foi o SQL Injection, que
possibilitou ao hacker conseguir as informações diretamente do
banco de dados.
A Solução
A solução disponível no mercado que resolve
inicialmente o problema é o Firewall de Aplicação WEB (Web
Application Firewall). O Firewall de Aplicação WEB filtra o
tráfego destinado às aplicações WEB. Esses firewalls possuem
funções especificas de proteção contra ataques para aplicações
WEB.
Mas o que é um firewall de aplicação?
“É o elemento intermediário entre o usuário e
o servidor, analisando mensagens da camada 7 (OSI) em busca
de falhas que afetem a política de segurança na programação”
- Web Application Security Consortium Glossary
Firewalls de aplicação são firewalls de inspeção
profunda de pacotes porque analisam cada requisição e resposta
na camada de aplicação (http, https, SOAP, XML, web services).

Alguns firewalls de aplicação investigam com base
em “Assinaturas de Ataque” em busca de identificar algum ataque
que um invasor possa fazer.
Outros firewalls investigam comportamentos
anormais no tráfego que não estão de acordo com os padrões
normais do website.
Os Fabricantes
Em busca pela internet encontrei mais de vinte
fabricantes de soluções. Alguns baseados em software em
servidores Linux ou Windows. Mas listei abaixo os que têm melhor
colocação no mercado e soluções baseadas em appliances:
-
F5
-
Citrix Networks
-
Cisco Systems
-
Foundry Networks
-
Netcontinuum
-
Nortel Networks
-
Radware
-
Juniper Networks
-
Akamai Technologies
-
e outros
Em janeiro de 2007 o Gartner Group disponibilizou
uma análise competitiva de alguns fabricantes da solução:

É importante ressaltar que o Firewall de Aplicação WEB é apenas
mais um componente com a função de auxiliar a proteção das
aplicações WEB, ou seja, é necessário um conjunto de
equipamentos, políticas de segurança e regras de desenvolvimento
que complementem a solução para que os riscos sejam reduzidos.
Mais informações? Fale
comigo.
Fontes:
http://idgnow.uol.com.br/seguranca/2007/01/29/idgnoticia.2007-01-29.8751247129
http://www.owasp.org/index.php/Main_Page
http://www.owasp.org/index.php/OWASP_Top_Ten_Project
http://www.gartner.com